segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Daniel, Um Homem Especial




INTRODUÇÃO:
Gostaria de destacar algumas coisas que tornava Daniel, no jovem e no homem que era e que muito eu admiro.
Devo dizer que não vivo de forma categórica o que Daniel viveu, mas Deus nos chama para sermos como Daniel, sendo fiéis a Ele, independentemente das provas e circunstâncias, lugares e pessoas que nos rodeiam.

1) DANIEL ERA UM HOMEM COM UMA SABEDORIA INVULGAR
Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos. (1.17)
8 Mas por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu lhe contei o sonho, dizendo: 9 Beltessazar, mestre dos magos, pois eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação. (4.8,9)
11 Há no teu reino um homem, no qual há o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, o rei, o constituiu mestre dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores; 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham a luz, e o entendimento e a excelente sabedoria. (5:11,14)
Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino. (6.3)

2) DANIEL TINHA UMA VIDA DE CONSAGRAÇÃO
Isso diz respeito à nossa pureza e santidade de  não nos deixarmos contaminar com o mundo e o mundanismo e o pecado que tão de perto nos rodeia (Hb.12.1)

Olhando para Daniel, vemo-lo como uma pessoa determinada em sua consagração:
5 E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei. 8 E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. 12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber.  (Dn. 1 :5,8,12)

Daniel não estava na sua terra, tinha sido levado cativo para a babilónia, porém mesmo em terra estranha, ele sabia que Deus estava com ele e que ele deveria ser fiel a Deus.
Ou seja, aprendemos com Daniel que ele não depende do lugar nem das circunstancias para ser fiel a Deus, ele simplesmente é fiel a Deus. Quando assim é, então ... 

  • DEUS ABRE AS PORTAS
Quando a nossa vontade é a santificação, a separação, a fidelidade, Deus nos dará condições de o sermos, porque esta é a Sua vontade:
Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. (Dn.1.9)

  • DEUS OPERA MILAGRES
E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei. (1.15)


3) DANIEL ERA PERSEVERANTE
Daniel e os outros jovens se mantiveram fieis a este propósito durante três anos. Não é brincadeira! É fácil ser fiel um, dois dias; O difícil é conseguir ser perserverante.
5 E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei. 18 E ao fim dos dias, em que o rei tinha falado que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor. (1.5,18)

4) DANIEL ENGRANDECE DEUS EM SUA VIDA E PALAVRAS
27 Respondeu Daniel na presença do rei, dizendo: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem declarar ao rei; 28 Mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos últimos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça que tiveste na tua cama são estes: (Dn. 2.27,28)

5) REVELA HUMILDADE
E a mim me foi revelado esse mistério, não porque haja em mim mais sabedoria que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração (2.30)

6) REVELA DESPRENDIMENTO E REJEIÇÃO À AUTO PROMOÇÃO
Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação. (5.17)

7) SUA SANTIDADE TRANSFORMAVA-O NUM HOMEM INTEGRO
4 Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus. (6.4,5)

8) SUA CONSAGRAÇÃO É OBTIDA PELA SEUS HÁBITOS DE ORAÇÃO
"Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer."  (Dn. 6:10)

Aqueles homens que invejavam Daniel, sabiam e conheciam seus hábitos e o quiseram apanhar exactamente neste ponto de fidelidade ao Seu Deus. Como é fácil falharmos exactamente neste ponto.
Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus. (6.11)

9) DANIEL ERA SUBMISSO E OBEDIENTE
Daniel era um homem submisso à autoridade, tanto que o rei muito sofreu por Daniel ir para a cova dos leões.
14 Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo. 17 E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel. 18 Então o rei se dirigiu para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono. 19 Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei, e foi com pressa à cova dos leões. 20 E, chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? 23 Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. (6.14,17-20,23)

E quanto àquela cena no livro de Actos, em que Pedro e outros apóstolos foram arrastados ao tribunal e receberam ordens para pararem de pregar e ensinar sobre Cristo? Pedro não disse: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.29)?

Pode haver aqueles momentos em que temos de escolher entre obedecer a Deus ou ao governo, mas Pedro não estava falando sobre isso na sua carta. Está falando sobre sermos bons cidadãos e, assim, sermos também boas testemunhas de Cristo:
Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei. (1Pe 2.13-17).
Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso (1Pe 2.18).
Se somos cristãos e queremos cumprir a vontade de Deus, a submissão é parte do pacote. Vivemos num sistema perverso e a vontade de Deus é que tentemos viver de maneira exemplar.

10) AMAVA MAIS A DEUS DO QUE A SI PRÓPRIO
Ele sofria em seu corpo por ser fiel a Deus. À semelhança de Daniel podemos pensar que muitos querem que Deus os livre da boca dos leões, porém quando estão no jardim escondem-se de Deus ou simplesmente ignoram Deus.
Se queremos conhecer a vontade de Deus para nossas vidas, não podemos apenas fazer esta busca nos momentos difíceis. Isto é o que habitualmente fazemos. Querer saber e conhecer a vontade de Deus é um acto contínuo.
Daniel não se intimidou de dar uma mensagem de arrependimento ao Rei, mesmo sabendo que corria risco de vida. Ele não foi politicamente correcto, no entanto disse:
Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade. (4.27)
22 E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isto. 23  E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos à tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus senhores, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. (5.22,23)

Hoje debatemo-nos muito com esta questão, temos medo de ofender as pessoas dizendo-lhes a verdade da Palavra (não estou defendendo a falta de educação, nem dizer tudo o que apetece), não queremos espantar a "presa", não queremos magoar, não queremos ferir os conceitos, tudo isso, muito vezes em nome de um medo de "não dar escândalo". Daniel não estava preocupado em escandalizar o rei.
Este mesmo tipo de fidelidade perante as perseguições e sofrimentos também são vistas nos amigos de Daniel:
6 E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente. 14 Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? 15 Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos? 16 Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. 17 Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. 18 E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. (3.6,14-18)

Para muitos provavelmente isto foi um acto radical e parece que houve outros judeus que se vergaram perante o ídolo. A conclusão é: São sempre poucos os fiéis.
Todos nós achamos que sofremos com as indignidades a que somos expostos pelos outros, seja pela sogra, mulher, marido, filhos, incrédulos, etc.
Pedro, entretanto, na passagem abaixo não estava escrevendo sobre o desconforto e as frustrações que enfrentamos no dia-a-dia. Pedro escreveu suas duas cartas para cristãos que estavam sofrendo por causa da fé. Foi por isso que ele disse:
Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; glorifique a Deus com esse nome [...] Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem. (1 Pd 4.12-16,19)

O que Pedro está falando é sobre o sofrimento pelo bem - por viver uma vida piedosa numa sociedade ímpia. Se fizermos e vivermos desta forma corremos o risco de sofrer alguns ataques. Quando  saímos e confrontamos ousadamente o mundo em nome de Jesus Cristo e sofremos por causa disso, essa é a vontade de Deus.
Poucos de nós, pelo menos no mundo ocidental, sabe o que é realmente sofrer por Jesus, inclusive eu mesmo.
Embora não devamos procurar a dor e o sofrimento, temos de estar dispostos a ficar firmes no que cremos ser a vontade de Deus revelada em Sua Palavra, mesmo que isso implique perseguições e sofrimento. Deus estará connosco em meio às tribulações.

0 comentários:

Enviar um comentário

Seus comentários são importantes para o blog. Deixe sua apreciação negativa ou positiva, mas não seja neutro.

Reservo-me no direito de não publicar comentários anónimos, caso entenda como necessário ou qualquer outro tipo de comentários que saia da orientação do blog.
Qualquer tipo de comentários que traga linguagem abusiva ou ofensiva de igual modo serão descartados.