quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Problema é das crianças? A Educação dos adultos!

Esta menina é a Abigail. É minha sobrinha.
Agradeço aos pais a cedência da foto.

“Educa a criança no caminho em que deve andar ...”
(Provérbios 22:6)

Geralmente, as crianças são muitas vezes conduzidas a perguntas pela grande curiosidade que possuem em descobrir e conhecerem como as coisas funcionam. Elas estão atentas a tudo e a todos e nada as escapa.
Neste desejo de aprendizagem, os adultos acham que as crianças tornam-se demasiadamente chatas, pelos seus muitos porquês.
Nestas sucessivas e chatas interrogações a melhor forma e tática que nós os adultos temos, para não responder às suas interrogações é afirmar:
“Ainda és muito pequeno para compreender ...”.
Isso, por vezes, é o melhor método que o apelidaria de anticoncecional (não permite que a capacidade e mente da criança seja fertilizada/fecundada com as conversa e trocas de ideias), que os adultos podem e sabem fazer diante daquilo que têm como sendo a curiosidade “irritável” das crianças.

No entanto, há três coisas que gostaria de destacar:
1. Como adultos temos perdido a capacidade de usar os porquês, quiçá achando que já sabemos muito.
Enquanto as crianças fazem perguntas para saber e conhecer mais e mais, nós deixamo-las de as fazer para não parecermos demasiadamente ignorantes e estúpidos aos outros. E assim, desta feita, a nossa verdadeira estupidez permanece. As crianças não são possuidoras desta barreira mental – Aprendamos pois com elas.


2. Não temos, talvez desde que somos adultos, a capacidade de conversar com as crianças:
Conversar com uma criança é uma arte e isso por si só não constitui uma tarefa fácil pois exige dos adultos algum “trabalho de casa”. Todavia, nem todos os adultos estão dispostos a serem reeducados a falar ao nível de uma criança, levando-a a aprender mais e mais. Há toda uma arte didática quando um adulto dirige-se a uma criança.
Temos a necessidade de confessar que não possuímos, grande parte das vezes, a capacidade de baixar ao nível delas a fim de explicarmos as coisas. Não nos falta as palavras, falta-nos a sabedoria necessária quando nos dirigimos às crianças.


3. A inversão dos papéis:
Enquanto as crianças permanecem crianças, os adultos estão à espera que elas cresçam para que, agora sim, ensinarmos determinadas coisas.
O problema que eu vejo em tudo isso é que, à medida que as crianças crescem, nós envelhecemos e, chegará ao dia, em que, estando senis, e as crianças de outrora, agora adultos, talvez nos dirão: 
“Estás demasiadamente velho e caduco para compreender determinadas coisas”.
O melhor caminho, talvez seja, nós como adultos, ensinarmos às crianças aprenderem a pensar como adultos, para que elas no dia de amanhã saibam como falar e cuidar dos que vão envelhecendo.

Se os adultos não respeitarem a inteligência das crianças, como esperaremos que estas crianças, ao chegarem a idade adulta, respeitem as cãs?

O melhor é mesmo lembrar o que diz a Palavra de Deus:
"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele."  (Provérbios 22:6)

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