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O Equilíbrio Entre O Amor E O Dever



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INTRODUÇÃO:
Em algumas vezes quando minha mãe mandava-me realizar algumas tarefas, nem sempre as fazia com grande amor e quando as terminava de fazer, por vezes chegava junto de minha mãe e dizia:
- "Mãe já fiz o que mandaste"
Então em resposta ela dizia:
- "Não fizeste mais do que teu dever e obrigação"
Devo dizer que estas palavras não me serviam de grande consolação e ânimo para que noutra altura fizesse o que me era pedido, mas lá tinha que ser e mãe é mãe ...
Hoje entendo que há tarefas que devemos realizar que pelas quais não devemos esperar que alguém ou o mundo inteiro nos aplauda.
Jesus em certa altura mostrou esta realidade, quando contou uma parábola e nesta incluiu as seguintes palavras:
7  E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa? 8  E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? 9  Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. 10  Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. (Lc 17.1-10)

A IMPORTÂNCIA DO AMOR
"Todas as vossas coisas sejam feitas com amor." (1Cor 16:14)
Pensemos:
  • Quantas coisas nós fazemos, simplesmente por fazer?
  • Quantas tarefas realizamos simplesmente pela obrigação do dever?
Agora pergunto: Será que o mesmo não acontece em relação a Deus?


O dever é apenas uma muleta quando nós não sentimos verdadeiro amor por aquilo que fazemos. É um erro usarmos uma muleta, quando temos as duas pernas para andar ou estas são saudáveis, como certa vez li.
Muitos têm olhado para a igreja como alguma instituição que tem as suas devidas regras, e sem dúvida que as tem, mas pergunto...

De que serve incutir nas pessoas para que elas tenham uma linguagem sã e irrepreensível, se elas não nasceram de novo?
De que serve incutir nas pessoas para que elas tenham uma forma de vestir biblicamente decente e modesta se estas não nasceram de novo?
De que serve levar as pessoas a pensarem nas coisas que são de cima, se ainda não nasceram de novo?
De que serve mostrar as pessoas a necessidade de orarem e lerem e virem aos cultos se elas ainda não nasceram de novo?
Não há dúvida que gerir tudo isso não é de forma nenhuma fácil e achar um equilíbrio entre a necessidade de pregar e ver a vida das pessoas mudarem com a pregação do Evangelho, não é coisa fácil de se "conseguir" e ver.

Chego a determiado ponto da história de Israel e apercebo-me que a a Lei havia perdido todo o real propósito na vida desta gente. Deus pretendia que o Seu povo O conhecesse através da Lei e pudesse assim desenvolver uma verdadeira paixão e amor pelo Seu Deus. Mas isso não aconteceu.
8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. 10 O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor."  (Rom 13:8,10)

Por esta razão o povo de Israel e isso também nos toca a nós, tinha apenas uma vida tão cheia de nada, que apenas havia condenação ante o conhecimento que tinham da Lei de Deus. Gostaria de deixar algumas destas irregularidades que encontro nas Escrituras: