segunda-feira, 28 de março de 2011

Pobreza - Perigos Da Sonolência Espiritual: Um Alerta [Parte 5]

]HORIZON[
Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão. (Prov 20.13)

Temos necessidade de colocarmos as mãos ao trabalho se desejamos que nada nos falte. Muita gente se queixa de pobreza, ela existe e não a podemos negar, porém existe um bom número de pessoas que simplesmente não querem trabalhar e depois queixam-se que determinadas instituições não os ajuda.
Há muita gente que gosta de ter as coisas de "mão-beijada", sem trabalho ou esforço algum. Desejam alcançar as coisas sem necessitarem de levantarem-se da cama e saírem para a luta, para o trabalho. Outros desejam sucesso sem dedicação, mas isso não existe, pelo menos no mundo real. Alguém disse: "O único lugar onde o sucesso aparece antes do trabalho é no dicionário."

Meu maior interesse neste artigo não é de maneira nenhuma falar nas desigualdades sociais e como as poderemos combater de forma a termos um mundo mais justo, mas fazer determinadas aplicações à vida espiritual.
Nos dias que correm encontramos um " outro evangelho" que transporta as pessoas para os píncaros da exaltação e excelência, quanto à vida material.
As pessoas acabam por trazer todos os seus sonhos aos pés de tais "igrejas"(desculpem-me a profanação do termo) esperando um feedback de concretizações elevadas.
Estas pessoas não estão preocupadas em "operar a salvação com temor e tremor;" (Flp 2:12), mas apenas realizarem-se materialmente. Elas estão acordadas para as coisas materiais, mas dormindo para os valores espirituais. Claro está, que todas estas promessas não deixam "Deus de fora"[Qual Deus?]


“QUANDO SE DORME, NÃO SE TRABALHA”
Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão. (Prov 20.13)

Jesus incentivou-nos a trabalhar, mas trabalhar pela comida, pelos valores que não perecem e que produzem efeitos para a vida eterna.
Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou. (Jo 6.27)
No mesmo sentido Jesus disse que Marta andava ansiosa e até distraída com muitos trabalhos, mas eram trabalhos que embora não sendo pecado poderiam-se tornar pois deveriam estar em outra nível de prioridade em sua vida (Lc 10.41)
Repare: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt 6:33)

Como não é difícil de encontrarmos um esforço quase que desmedido das pessoas para conseguirem alcançar determinados objectivos na vida e para a vida física. Nesta área quase que não nos poupamos a esforços. Se está em causa o nosso trabalho somos capazes de nos levantar a qualquer hora, mas se está em causa levantar cedo para buscar a face de Deus em oração, ao culto sinto que se torna muito mais difícil.
Se o alvo é a escola, não há problema em acordar os filhos bem cedo. Mas se está em causa a Escola Dominical, parece que até há quase um sentimento de pena em acordar a criança.
Como o diabo tem cegado não apenas os olhos dos incrédulos, mas até de nós cristãos para que não vejamos e alcancemos as bênçãos que Deus tem para nós. Depois nos queixamos que a nossa vida já não é o que era, que já não temos a alegria da salvação, já não sentimos o primeiro amor, etc, etc.
Será que o esforço de hoje é o mesmo de outrora? Será que a busca é a mesma? Não podemos esquecer que Deus é o mesmo e mesmo que mudemos Ele permanece fiel aquilo que sempre foi (2Tm 2.13)
Há um tempo que mesmo Jesus reconheceu que não seria possível trabalhar. Será que acharemos tempo e lugar de arrependimento?
"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar."  (Jo 9:4)

Jesus disse: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." (Jo 5.17)
Seu alvo era colocar a vontade do Pai Celestial em primeiro lugar para que assim o pai fosse glorificado no Filho e pelo Filho. (Jo 14.13)

A pobreza surge como um ladrão, repentinamente
33 Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir, 34 Assim te sobrevirá a tua pobreza como um vagabundo, e a tua necessidade como um homem armado. (Prov.24.33,34 comp. 6.10,11)

Enquanto dormimos o ladrão rouba a casa:
Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. (Mt.24.43)
Por dedução se o ladrão rouba-nos, assalta-nos como consequência ficaremos mais pobres.
Será que estamos vigiando? O adágio popular diz: "Casa roubada, trancas à porta". Estamos à espera de sermos "assaltados"? Estamos à espera que o ladrão nos leve tudo aquilo que temos recebido da parte de Deus para que possamos valorizar o que Deus nos tem dado?
Coloquemos hoje mesmo as trancas necessárias em nossas vidas, alma e coração. Fiquemos despertos pois a qualquer momento nosso tosquenejar servirá de oportunidade a que o ladrão leve o que mais de precioso temos e então nos sentiremos miseravelmente pobres.

Se achamos que estamos a viver uma vida miserável, pobre em nosso relacionamento com Deus é altura de  deixarmos o sono, o tosquenejar, abrirmos os olhos e colocarmos toda a nossa destreza, esforço, dedicação e empenho para que sejamos cada vez mais ricos para com Deus.
"Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus." (Lc 12:21)


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