terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cinco Pecados No Natal





INTRODUÇÃO:
Muito se tem publicado nesta época sobre o natal, talvez este seja apenas mais um artigo no mundo da blogosfera, porém creio que este é certamente diferente de todos os outros, porque.... escrevo este.
Eu não sou contra o natal, porque natal significa nascimento e como poderia ser contra isso? Sou apenas contra a que muitas vezes se festeje supostamente o nascimento de Jesus da forma como é festejado por muitos, inclusive muitas vezes pelo espírito que existe em torno desta época festiva. Eu próprio me revejo em alguns e os tento combater, contudo deixe-me dizer não é fácil.
Este post desenvolve-se a partir de uma apreciação daquilo que considero errado em torno desta época.
Creio que não serei o único, porém respeitarei totalmente aqueles que se retratam de forma diferente.

OS CINCO PECADOS NO NATAL

1) É UMA ÉPOCA DE HIPOCRISIA
Não é difícil ver imensas, dezenas senão centenas de campanhas de solidariedade durante esta época. Muitas pessoas procuram fazer o bem nesta época e apenas nesta época, utilizando-se do natal. Claro que falo de uma forma generalista, mas não creio que estarei longe da realidade da maioria.
"Queremos dar um natal mais digno às pessoas", dizem algumas. As pessoas não precisam de um natal mais digno, precisam sim, de vidas mais dignas e nós temos nossa quota de responsabilidade. Pergunto:
  • Quantas mendigos são lembrados apenas no natal?
  • Quantos idosos são lembrados apenas no Natal?
  • Quantos doentes são visitados apenas no Natal?
  • Quantos avós são lembrados apenas no Natal?
  • Quantas famílias correm-se apenas no natal?
  • Quantas famílias se sentam à mesa apenas no Natal?
O problema não está em fazer todas estas coisas, mas está no "apenas". Se temos agido assim, devemos nos identificar e mudar de atitudes.
Dizemos que muitas vezes não ajudamos determinadas instituições de solidariedade porque não conhecemos suas gerências nem que fim terão nossas dádivas e dizemos por isso: "Prefiro ajudar a quem precisa durante o ano inteiro. Mas a quantas pessoas ajudamos durante o ano?
Nada do que fazemos no natal deveria deixar-se fazer durante todo o ano.
Supostamente o natal, quanto muito não seja somente no dia 25 de Dezembro é um dia de muita alegria, paz, harmonia, no entanto sabemos que muitas pessoas, acabam por colocar uma máscara de felicidade, devido à força da época em questão que exige que seja assim e ai daquele que se mostrar triste nesta época. Talvez deveríamos nos entristecer sim mais nesta época.


Li o seguinte:
“Não gosto do Natal”, foi o que ouvi de um colega de trabalho em meados de um mês de dezembro. “Por que?”, perguntei. “Porque é uma ocasião em que se vê muito fingimento”, respondeu. E completou: “Pessoas que não se falam o ano inteiro, no Natal se abraçam e até se beijam, e depois só se falam novamente em uma outra data especial”. (3)

2) É UMA ÉPOCA DE MUITA HUMILHAÇÃO
Humilhação no sentido negativo, pejorativo pois muitas crianças ficam humilhadas pois não recebem, aquilo que gostariam de receber por que seus pais não têm esta oportunidade. O natal da forma como é festejado acaba por ser uma festa que acentua as desigualdades sociais.
Será que os pais cristãos devem permitir que os filhos sejam elevados em detrimento de outros que estão à nossa volta, na congregação até que não têm tanto poder económico de aquisição?
Ou pensamos: "Cada um que se desenrasque; Não tenho nada a ver com as condições dos outros.!"
Se queremos oferecer, ofereçamos, mas que sejamos até moderados em nossas ofertas, pensando naqueles que nada têm e que até podem sentir-se provocados por este desnível.
Para muita gente o natal é uma época deprimente, é uma época que coloca muitos em segundo plano devido à fraca capacidade financeira e até sentimental. Repare o que Tiago diz:
1 MEUS irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. 2 Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, 3 E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, 9 Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores. (Tg 2.1-3)

Podemos estar a contribuir para semear sentimentos como a inveja e a cobiça nos corações, principalmente das crianças; Podemos estar a contribuir para semear a ganância; Podemos estar a contribuir para semear a cobiça

Segundo alguns dados recolhidos a época do Natal é a época que ocorre mais suicídios. (1)
A época que ocorre mais alcoolismo e é o período que aumenta as taxas de depressão. Inclusive já há quem fale e procure combater a Depressão de Natal.
O Natal é a época que mais afecta os depressivos, embora a depressão possa atacar em qualquer época do ano é na época do Natal que a maioria dos suicídios acontece. Devemos estar atentos a isso e especialmente aos idosos que necessitam de maior atenção.
Factores que contribuem para a Depressão de Natal:

  • Aumento do stress
  • Fadiga
  • Expectativas não realizadas
  • Vulnerabilidade biológica à estação e à fraca irradiação solar
  • Dificuldade em estar com a família
  • Lembranças de celebrações passadas
  • Pressão social para o consumo excessivo
  • Mudança da dieta
  • Mudança da rotina quotidiana
  • Falta de alguém que já não existe (2)
Será que não deveríamos estar atentos a isso?

3) GUERRAS E ESPÍRITO COMPETITIVO
Tenho presenciado que muitas vezes existe até desentendimentos entre as famílias nesta época, quanto à casa onde irão supostamente celebrar o Natal:
Casa dos pais dele ou dela? Casa dos tios dele ou dela?
Outros: "Veio para comer a minha casa e só trouxe 20 frangos, que miséria"
Muitos já partem para a suposta celebração do natal com revolta nos corações. É este o verdadeiro espírito do natal?
Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prêmio. (4)
Esta competição também se vê na troca de presentes. Quando se oferece algum presente a alguém ou a todos sempre esperamos ser retribuídos e quando não acontece? Com qual espírito de natal, ficamos? Quais os sentimentos que alimentamos em relação às pessoas que nos deram nada?
Sempre esperamos que nos deem algo na medida da nossa oferta, quando isso não acontece, ficamos desiludidos e prometemos para o ano seguinte não sermos tão burros, porque tal pessoa não merece.
Não nos tornamos assim interesseiros e competitivos?


4) CONSUMISMO & DESPESISMO & STRESSIMO
O que leva as pessoas endividarem-se? O que leva as pessoas a gastarem grande parte de seu sustento nisso?
Se reparmos muitas pessoas vivem num estado de stress nesta época.
Casais cristãos gastam mais do que deviam, porque desejam que os filhos estejam bem vestidos nesta época de natal.
Se as coisas estão tão mal hoje para a maioria das pessoas, para pelo menos manter suas contas em dia, será justo sermos levados por um espírito de época que nada tem a ver com Jesus Cristo a serem esmagadas por mais despesas somente para dar presentes para todos? Será isso agradável a Deus? É esse o verdadeiro espírito do natal?
Muitas pessoas estão oferecendo os presentes e estão pensando:
"Nem imaginas que isso me custou os olhos da cara" É isso dar com alegria como Deus manda?
É este o verdadeiro espírito de Cristo que deve alimentar os cristãos?


5) NÃO SE PRIORIZA O ESPIRITUAL
Dentro deste consumismo pensemos: Quantas ofertas iremos dar que traga um crescimento espiritual, para a pessoa que o recebe? Será que não deveríamos ser até espirituais naquilo que oferecemos aos outros?
Talvez as ofertas que muitos pais fazem aos seus filhos os ajudem cada vez mais a estarem distraídos e entretidos, e serem levados para mais longe de uma consagração a Deus.

  • Oferecemos alguma bíblia?
  • Oferecemos algum cd de louvor a Deus
  • Oferecemos algum Dvd bíblico?
  • Oferecemos algum jogo bíblico?
  • Oferecemos algum tipo de reflexão à vida da pessoa, da criança?
Dizemos que esta festa serve para lembrar o nascimento de Jesus Cristo, mas quantas vezes somos capazes de falar de Cristo à mesa com nossa família e amigos mais íntimos? A quantos de forma pessoal testemunhamos de Cristo nesta época?
Podemos até dizer: "Não falamos de Cristo à mesa ou no convívio, para não estragar o clima que estava tão bom".
Muitas vezes priorizamos apenas o material e o secular em detrimento do espiritual. Meus irmãos não convém que seja assim.

Fontes consultadas:
(1) alonoticias
(2) Consultorio de psicologia
(3) Prazer da Palavra
(4) Wikipedia

Nota de Agradecimento:
Agradeço o trabalho e paciência de minha amiga Debora Flores, afim de me preparar a imagem do post.

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