segunda-feira, 31 de maio de 2010

Você é Religioso ou é Salvo? Nasceu de Novo?


O Homem desde sempre foi inclinado a criar religiões, a procurar religiões e a tornar-se religioso.
O exemplo que nos servirá de suporte para esta perspectiva encontram-mo-lo em Nicodemos, onde grande parte de sua história está registado no evangelho de João capítulo 3.
Não sabemos muito acerca deste homem contudo, sabemos o essencial para também para nossa vida particular, tirarmos lições especificamente agora, nesta área da religião.

O nome Nicodemos significa: Vitorioso ou conquistador entre o povo. Nicodemos era fariseu. O farísaismo descrito em termos gerais era uma ala religiosa, e o nome fariseu significa: separado. Esta separação “moral” e física consistia mesmo em relação a muitos judeus. Era uma classe religiosa que determinava grande rigor para a vida de seus seguidores, eram bastante minuciosos na observância da Lei e outras leis criadas por eles próprios, não deixando de haver neste rigor também exageros e extremismos.
Nicodemos era também membro do Sinédrio: um tribunal que sentenciava questões civis e religiosas, apenas não possuindo, segundo a lei, poder para mandar executar pessoas, e isto é visto quando pedem a morte de Jesus a qual é decretada, depois de muito custo e indecisões por Pilatos (Jo.18.31).
O Sinédrio era constituído por 70 homens reconhecidos e escolhidos a pormenor. O Sinédrio e os fariseus procuraram desde cedo muitas formas para encontrar justificativas para a morte de Jesus (Mt.26.59, Mc.15.1, Jo.11.47)

Esta personagem, Nicodemos, segundo as Escrituras, foi encontrar-se de noite com Jesus (Jo.3.2a). Talvez possamos encarar como propositada esta atitude para que ninguém o visse e posteriormente o desconsiderassem, já que, Nicodemos era uma pessoa com um “status” social e religioso elevado.

Este mesmo homem que foi inicialmente ter com Jesus de noite, vemo-lo mais tarde, a defender Jesus perante os principais dos sacerdotes e os da sua própria classe religiosa, quando alguns do farisaísmo diziam: “Creu porventura algum dos principais e fariseus?” (Jo.7.48,32,50-52).

É importante também destacar que foi Nicodemos e José de Arimateia que foram pedir a Pilatos o corpo de Jesus, afim de O sepultarem e isto acontece quando até, por parte dos próprios discípulos, Jesus foi abandonado (Mt.26.31,56, Jo.19.38,39)

A que se deve pois tal mudança de carácter e de vida?
Algo de extraordinariamente relevante tinha que ter acontecido para que um homem que primeiramente se encontra com Jesus, escondendo-se por detrás da noite, agora enfrenta até o próprio Pilatos e os demais religiosos. Não há dúvida que depois daquele encontro nocturno, muita coisa mudou na vida deste homem religioso - Nicodemos.
O próprio José de Arimateia também cria em Jesus Cristo, porém o fazia de forma também oculta por causa dos judeus Jo.19.38. José também era membro do Sinédrio ou senado. (Mc.15.43)

Naquele encontro não há dúvida que Nicodemos reconheceu a superioridade de Jesus, pois O chama de Rabi o mesmo é: Mestre Jo.1.38. Este era um estatuto elevado entre os judeus. E segundo entende-se de Mt.23.1,2,7,8 era por muitos procurada tal distinção, ao que o verdadeiro e Único Mestre – Jesus Cristo condena tal atitude, a de uma procura incessante de tais honras diante dos homens. Muitos dos principais religiosos não confessavam publicamente sua fé em Cristo, porque isto implicava uma perda de glória diante dos homens, como vemos em João 5.44; 12.42,43. Nicodemos não era de maneira nenhuma um ignorante quanto à aplicação deste distintivo – Mestre. Não há dúvida que ele reconhece e vê algo extraordinário em Jesus para o chamar e considerar de tal forma.

Ele reconheceu a origem de Jesus, pois diz: “...bem sabemos que és vindo de Deus” e isto porque: ”... ninguém pode fazer estes sinais se Deus não for com ele.” (Jo. 3.2b). Quanto à importância dada a estes sinais lemos em Jo.2.23 que muitos passaram a crer em Jesus pelos sinais que Ele fazia. Havia uma tradição judaica que apelava a qualquer judeu, a pedir sinais para que determinada individualidade pudesse ser considerada e aceite com distinção, funcionava quase como um controle de qualidade da pessoa. Se atentarmos para 1Cor.1.22, Paulo afirma exactamente este princípio ”...os judeus pedem sinal...”.

Além destes sinais que Jesus fazia, Ele ensinava não como os demais religiosos mas investido de autoridade, certamente Nicodemos também reconhecia esta autoridade invulgar, esta irrepreensibilidade. (Mt.7.28,29)

Nicodemos estava religiosamente habituado, ao que podemos chamar de ritualismos, daí tal admiração quanto aos sinais realizados por Jesus. Nicodemos sabia que, para alguém fazer parte de determinada elite ou grupo religioso, tal como o farisaismo, do qual ele fazia parte, era necessário como prova, sinais de vida exteriores, as tais regras minuciosas acima mencionadas, porém Jesus apresenta-lhe um sinal interior indispensável para fazer-se parte da “elite” do reino de Deus: Nascer de novo, nascer da água e do Espírito. (Jo.3.5)

Jesus não diz como isso se processa antes apresenta como ilustração o caminho ou a rota do vento, onde não se sabe “…donde vem nem para onde vai…” (Jo.3.8) mas sentimos sua influência sobre nossos corpos. Assim é aquele que nasce de novo. O importante não é saber como isso se processa mas sim, sentir isto dentro de nós, como um verdadeiro milagre de Deus em nós. Isto é certo que nenhuma religião pode nos conceder.

A este sinal interior do novo nascimento Nicodemos mostra-se de todo ignorante, porém interessado, e avança com outra pergunta: Como pode um homem nascer sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?” (Jo.3.4).
Talvez se possa deduzir que Nicodemos fosse já de uma idade considerável, mas mesmo assim, sendo um ancião, praticado na religião, desconhecia este mistério do novo nascimento, pois Jesus o chamou à razão e fá-lo pensar na sua ignorância dizendo: “Tu és mestre em Israel e não sabes isto?” (Jo.3.10)

Se Nicodemos era mestre em Israel, sendo portanto um líder religioso e mesmo assim possuía um entendimento tão longe das realidades que Cristo estava apresentando, pensemos como não seria a condição do povo em geral naqueles dias? Estava com certeza como nos mostra em Mateus 4.16 que diz: “... o povo que estava assentado em trevas” fazia-se pois necessário que, a luz viesse ao mundo, contudo “os homens amaram mais as trevas do que a luz...” (Jo.3.19). Aqui está a maior condenação para qualquer Homem.

Diz em Eclesiastes 12.9 que quanto mais sábio o pregador, o líder, mais sábio tornar-se-à o povo. Portanto se Nicodemos sendo um mestre, que manuseava a Lei de Deus dada por Moisés, era um cego espiritual, então estamos perante o que diz as Escrituras: Um cego guiava outros cegos (Mt.15.14)

Ser religioso ou ter espírito de religiosidade não é sinónimo de salvação, esta muitas vezes passa apenas pelo ritualismo cerimonial e eclesiástico e pelo conformismo como já vimos que acontecia com Nicodemos e em nossos dias está aí.

Alguém afirmou o seguinte: O pecado deforma, a Filosofia reforma, a Religião conforma, a Lei informa mas Cristo transforma. É isso na verdade que precisamos de reconhecer. Tudo aquilo que passa ao lado de Cristo é mero entretenimento ou conformismo.

Muitas vezes a religião quando deturpada se torna uma camuflagem para muitas coisas nocivas e muitos males para quem dela faz uso. A palavra “religião” aparece apenas cinco vezes no Novo Testamento, e quatro delas traz um sentido negativo, a outra vem no sentido das boas obras dos cristãos. Jamais este termo é tido como sinónimo de Salvação.

Ser religioso ou pertencer a uma religião não significa que com isso acabamos de comprar a nossa entrada no céu ou para o céu.
A religião como disse alguém é o que leva mais pessoas para o inferno, convencidas que vão para o céu.

Existem alguns efeitos que a religião (entenda-se a falsa), e o espírito religioso pode provocar nas pessoas. Eis alguns:

a)Traz isolamento porque incute nas pessoas um sentimento de superioridade em relação aos que estão à volta Is.65.4,5.
Lembremo-nos o que significa fariseu – Separado. Podemos ver que Cristo veio trazer na Sua pessoa a união entre todos, ninguém em Cristo (ao contrário do que habitualmente acontece na religião) é superior a ninguém ou desprezado (Ef.2.14,16, Cl.3.11)

b)A religião leva as pessoas a pensarem que estão totalmente seguras (enquanto aí permanecerem), façam o que fizerem Jr.2.13,32-35

c)A religião leva as pessoas a viverem de aparência Is.58.2-4,6,7, Mt.6.2,5,16
A todos estes comportamentos é dado o nome de santimónia – conjunto de atitudes de quem finge ser devoto, ser santo. Comportamento que exagera numa religiosidade, hipocrisia religiosa, beatice, etc.

d)A religião desvia o culto, a adoração, a glória de Deus fixando-a nos homens Jo.8.50

e)A religião leva-nos a sermos bons oradores e maus praticantes Mt.23.3,4

Não há dúvida que a proliferação das religiões está cada vez mais acentuada, e quanto mais, maior confusão se instaura, porém não podemos esquecer, que Cristo não veio apresentar um modelo religioso a seguir mas sim, um modo de vida começando com o crer n´Ele para não ser condenado, mas tenha a vida eterna (Jo.3.15), como foi dito a Nicodemos.

A Nicodemos foi dito: Necessário te é nascer de novo, quem nascer de novo não pode ver o Reino de Deus, ou seja, em mais nada está fundamentada a nossa salvação se não em um novo nascimento.

Prezado amigo e leitor você é salvo ou é religioso? Aceite Cristo como Salvador e não uma religião para o salvar.

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1 comentário:

  1. Paz!!
    Bem legal o post. De fato devemos sempre nos lembrar que ha diferença entre religiosidade e uma adoração agradavel a Deus.
    Não somos salvos pela religião, mas sim apesar dela!!
    Grande abraço.
    Se quiser passe no meu blog também:

    http://www.palavranova.blogspot.com

    Paz e graça da parte de Cristo!!

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