terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Saindo Do Egipto - Cuidado Com as Imitações Parte 3-3

]Cavaleiros de Faraó Perecendo No Mar Vermelho - Gustave Doré[
ENTÃO toda a congregação levantou a sua voz; e o povo chorou naquela noite. 2 E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto! 3 E por que o SENHOR nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? 4 E diziam uns aos outros: Constituamos um líder, e voltemos ao Egito. (Nm. 14.1-4)

Não fosse a misericórdia de Deus e a mediação de Moisés, o povo seria totalmente destruído naquele dia (Nm. 14.11-19)
Como alguém com muita propriedade afirmou: "O povo saiu do Egipto, mas o Egipto não saiu do povo"
Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. (Nm. 11.5)

Uma mente carnal, um coração vazio e uma alma sedenta de Deus sempre dirá algo do tipo: "Ai se eu não fosse crente", "ai se não fosse o pastor", "ai se não fosse a igreja eu fazia, eu podia, eu fazia..."
Isso claramente demonstra aquilo que diante de Deus a pessoa já fez. Jesus falou que o pecado não está apenas na consumação deste acto, mas pecamos mesmo através  doo próprio desejo de ter, adquirir, algo que sabemos à partida que consiste numa violação dos mandamentos divinos.

Assim como Deus concedeu um rei ao povo de Israel(leia o artigo) e este serviu apenas para aumentar os problemas e as desgraças do povo, do mesmo modo Deus concedeu e atendeu ao desejo dos israelitas concedendo carne que serviu para morte:
"Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do SENHOR contra o povo, e feriu o SENHOR o povo com uma praga mui grande."  (Nm. 11:33)
13 Porém cedo se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho. 14 Mas deixaram-se levar à cobiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão. 15 E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas fez definhar as suas almas. (Slm. 106.13-15)

A história de Balaão também demonstra esta mesma realidade de insistir, teimar com Deus, sobre algo para o qual já temos resposta.
É muito mau, quando o passar do tempo nos faz cair no esquecimento da vida miserável que vivíamos longe de Deus. Nós que temos sido libertos do mundo, em suas práticas e modo de vida, não devemos esquecer o quão escravos éramos do pecado, de satanás e até de nós mesmos:
8 Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. (2Pd. 1.8,9)

O problema da igreja são sempre aqueles que não nasceram de novo, mas estão bem misturados, como aconteceu com o povo de Israel:
"E subiu também com eles muita mistura de gente, e ovelhas, e bois, uma grande quantidade de gado."  (Êx. 12:38)
Em determinada ocasião Paulo falou que é necessário que surja este tipo de pessoas, para que os verdadeiros, os fiéis, se manifestem.
"E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."  (I Coríntios 11:19)
Sem dúvida que desta geração incrédulo, murmuradora, apóstata, destacou-se Josué e Calebe.
Quantas vezes este povo murmurou e deixou que o desejo de seu coração o levasse à destruição. A cegueira era tal que o relato bíblico deixa trespassar a ideia de que eles até haviam se esquecido que foram anteriormente escravos. Tal era tamanho desejo.
Não há dúvida que aquilo que eles ambicionavam era tão fraco relacionado com a liberdade que Deus os estava concedendo, mas mesmo assim blasfemavam de Deus e de Moisés.
Paulo, na primeira carta de Corintios 10.1-11, revela os perigos de nós enveredarmos pelo caminho de imitarmos os israelitas. O apóstolo destaca o seguinte:
"Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso,..." (vers.11), Ou seja, convém NÃO IMITAR !!

CONCLUSÃO:
Meu desejo é que nós como Igreja de Cristo não caiamos na tentação de procurar imitar aquilo que faz parte do modo de vida do mundo ou mesmo que fazia parte da nossa velha vida. Pergunto:
Será que a Igreja de Jesus Cristo não tem alternativas a apresentar a um mundo e a um povo que não tem esperança e alegria de viver?
Se a nossa resposta passa apenas por uma imitação rasca e fraca daquilo que o mundo tem, minha pergunta é a seguinte: Porque as pessoas deixarão o original(o mundo) e apegar-se-ão à imitação(da "igreja")? Que Deus tenha misericórdia de nós!

2
 Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 3 Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; 4 E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós. (1Pd. 4.2-4)


LEIA OS ARTIGOS ANTERIORES DESTA SÉRIE:
1ª Parte - ACAZ
2ª Parte - UM REI

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